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Artes Plásticas

Rico Oliveira - O Complexo e o Simples

                      

Ônibus para a Liberdade

Rico Oliveira explora a complexidade de temas aparentemente simples. Tanto na técnica quanto na interpretação artísticas procura extrair a estética e a ética do cotidiano e das pessoas.

Seu olhar é crítico e novo. Quer na abordagem filosófica, quer na manifestação plástica, descreve, de maneira exigente, as particularidades dos personagens e os detalhes do ambiente a estes relacionados.

Seu estilo, embora primitivista e com a riqueza de detalhes que dá aos "tecidos-fundo", não pode ser enquadrado como "arte naif" típica. As proporções que confere aos personagens de suas telas lembra, por vezes, Di Cavalcante. As dimensões de corpos e objetos focais, assim como o conjunto de cores, remetem a Tarsila do Amaral. Os pontos-de-fuga e planos retratados são notadamente cubistas.

Quando perguntamos a auto-definição do seu estilo, procurando fugir aos padrões artísticos prontos, responde como sendo o "ricoliveirista". É como acabamos por também ver, um estilo próprio e não-convencional.

Ao contrário de muitos artistas soteropolitanos Rico Oliveira não inclui, na sua temática, santos e orixás. Como muitos outros busca retratar os cidadãos comuns, os tipos sociais, seus ofícios e sua cultura. Dentro da abordagem simples do complexo dá ao corpo a visão sensual que a sociedade dispensa enfatizando tabus, fetiches e símbolos.

Tivemos a satisfação de conhecê-lo, de apreciar sua obra e de contar com a sua companhia. Tentamos aqui apresentar um pouco da qualidade e da dimensão da sua obra.

A tela, em acrílico sobre tela, "Ônibus para a Liberdade", que inicia esta matéria, é uma das vencedoras do Prêmio Sesc-DF. Em Brasília,. expôs também na Câmara dos Deputados e no MPDFT.

Outros trabalhos podem ser visitados nos endereços abaixo:

http://fotolog.terra.com.br/ricooliveira

http://ricooliveira8.spaces.msn.com/Default.aspx?owner=1

Algumas Obras:

                     



Categoria: Cinema, Música, Artes e Letras
Escrito por Wilson Fraga Alegretti às 05h00
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Cinema

Volver a Almodóvar

 

 

Umberto Eco diz que o título de uma obra nunca pode lhe denunciar o enredo. E isso, ao contrário do que possa parecer, não acontece com o mais novo filme de Almodóvar, "Volver" ("Voltar – em português). O que acontece, quando buscamos a referência que o autor-diretor faz ao "retorno", é a dúvida que se instala acerca de qual "volta" fala o título.

Podemos deduzir que o título se deve à canção-título de Carlos Gardel e Alfredo La Pera, interpretada por uma Estrella Morente, que, no filme, é dublada (deixando a desejar) por Penélope Cruz. Podemos deduzir, também, o inverso, que a canção foi escolhida para atender o tema.

O título bem pode fazer referência à mãe morta (interpretada por Carmen Maura) que retorna para encontrar as filhas numa alusão ao reencontro com a memória da própria mãe – desejo recorrente e confesso de Almodóvar. Pode ainda, simbolicamente, marcar o retorno das atrizes-fetiche do diretor (a própria Carmen e Penélope Cruz). Homenageado por Almodóvar, a volta pode dizer, também, respeito ao seu passado na região onde nasceu e se criou e pela qual é apaixonado: La Mancha, na Andaluzia.

Ao que tudo indica a "Volta" da qual o filme fala é a volta do passado. Não do retorno dos personagens ao passado mas, do próprio passado que, como na vida, sempre nos revisita alcançando o nosso presente. É assim no filme, que mostra o quanto as personagens são atormentadas por tragédias e atos passados e que, no tempo presente, buscam a solução através de confissões, manifestações de afeto e auxílio mútuo.

Vemos, sobretudo, o "volver" dos elementos almodovarianos. Cores fortes em profusão sendo o vermelho elemento marcante e presente do cartaz do filme ao carro e às "coisas de mulher". Mulher que, como sempre, é personagem principal e referencial de uma obra que tem a cidade e a cultura como coadjuvantes e que colocam o homem num papel meramente cenográfica ou incidental.

Mais que tudo, Almodóvar, continua a ver em suas lentes as tragédias de uma vida nua e crua com humor e afeto. "Volver", além de fazer lembrar outras obras do mestre, como Tudo Sobre Minha Mãe, é a volta sempre desejada do cinema de qualidade de Pedro Almodóvar.



Categoria: Cinema, Música, Artes e Letras
Escrito por Wilson Fraga Alegretti às 08h25
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"O tempo é um ponto de vista dos relógios"

                                                               Albert Einstein

 



Categoria: Citação
Escrito por Wilson Fraga Alegretti às 02h27
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